Pureza a toda prova
Polêmica sobre hormônio do leite não atinge produtos Cooper
Provavelmente o leite é o produto de origem animal mais intensamente vigiado pelas autoridades sanitárias e pelo próprio consumidor. Qualquer suspeita em relação à qualidade do produto gera, imediatamente, uma grande repercussão. É por isso que, para o mercado consumidor, não basta que o leite e seus derivados sejam puros, eles têm que provar constantemente o seu nível de qualidade e pureza.
A última novidade nesta área foi uma reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo de 20 de outubro abordando a questão do “hormônio do leite”. Trata-se de um organismo geneticamente modificado em laboratório que recebeu o nome de somatotropina bovina recombinante, conhecido como rBST, a sigla de seu nome em inglês.
A POLÊMICA
O hormônio, quando aplicado nas vacas leiteiras, teria a capacidade de aumentar sua produção em até 20% por estimular a lactação e a ovulação nos animais. E a suspeita surgiu a partir de pesquisa publicada em maio na mídia especializada revelando a possibilidade de mulheres que consomem derivados do leite regularmente terem cinco vezes mais chances de gerar filhos gêmeos. O fato, para os autores do estudo, indicaria que o mesmo efeito provocado pelo hormônio nas vacas seria estendido ao consumidor, sobretudo às mulheres.
INVESTIGAÇÃO
O hormônio rBST é comercializado normalmente no Brasil, com licença recentemente renovada pelo Ministério da Agricultura. Nos Estados Unidos o produto também é liberado e estima-se que seja utilizado por cerca de 30% dos produtores.
Entretanto, o Canadá e boa parte dos países europeus decidiram proibir a comercialização do hormônio. O motivo tem mais a ver com a preocupação quanto a saúde animal, pois as vacas que recebem o rBST apresentam mais chances de desenvolver mastite.
Mesmo a comunidade científica e os órgãos de fiscalização no mundo inteiro não demonstrando preocupação com possíveis efeitos do uso do “hormônio do leite” para os seres humanos, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) resolveu encaminhar ao Ministério da Agricultura e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um pedido de proibição do uso do hormônio. Aparentemente, a chance disso acontecer é remota em função da falta de evidências conclusivas do prejuízo do produto à saúde humana.
Cooper não usa e não vende
Segundo o médico-veterinário José Borges da Fonseca, responsável pela Assistência Veterinária da Cooperativa de Laticínios de São José dos Campos, o consumidor do leite e derivados da marca Cooper pode ficar tranqüilo, seja qual for o resultado dos estudos em relação ao “hormônio do leite”.
“A Cooper não comercializa esse produto em nossa rede de farmácias veterinárias e recomenda aos produtores associados que não utilizem o hormônio rBST em seus rebanhos”, afirma.
Também para ele, a preocupação maior nem chega a ser com a saúde dos consumidores porque não há nenhuma comprovação de risco, mas tem a ver com a maior vulnerabilidade à mastite no animal que recebe esse produto.
O diretor-presidente da Cooper Benedito Vieira Pereira também está acompanhando a polêmica de perto e tranqüiliza o consumidor. “Ainda que não exista nenhuma proibição do uso desse hormônio no Brasil, a Cooper decidiu não utilizá-lo, por isso o leite e derivados Cooper poderiam até receber um selo, a exemplo do que está ocorrendo com algumas marcas nos Estados Unidos, garantindo que nosso produto é livre de hormônios”, explica.
“Além do mais – acrescenta o doutor Borges – esse hormônio é muito caro e não daria lucro ao produtor que quisesse usá-lo para aumentar a produção, ou seja, o molho ficaria mais caro que o peixe.”
A utilização do hormônio rBST no Brasil está ligada à preparação de vacas leiteiras para participação em exposições e torneios. Nesse caso, diz o veterinário, o aumento da produção é estimulado apenas para melhorar a performance do gado na competição e, terminada esta, é retirado.
A receita da Assistência Veterinária da Cooper aos produtores que desejam aumentar a produção de leite é a formulação de uma alimentação adequada, fonte de matéria verde de boa qualidade durante o ano inteiro e a suplementação protéica.
Além disso, no médio prazo, o melhoramento genético também é o caminho para quem quer aumentar a produção. Tudo muito simples, sem uso de hormônio ou qualquer outro estimulante artificial. Assim é produzido o leite Cooper.
Leite Cooper a caminho dos pontos-de-venda:
pureza e qualidade fidelizam o consumidor
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