Com lácteos, menor pressão sanguínea
Recentes estudos demonstram uma associação entre o aumento do consumo de alimentos lácteos e menor pressão sanguínea e riscos de hipertensão e derrame. O potencial efeito benéfico dos alimentos lácteos na pressão sanguínea é geralmente atribuído aos seus principais nutrientes, incluindo cálcio, potássio, magnésio, fósforo, vitamina D e proteína.
Os alimentos lácteos estão entre as principais fontes de cálcio, potássio e magnésio, nutrientes que têm papel importante na regulação da pressão sanguínea. Garantir uma ingestão adequada de potássio (isto é, 4,7 gramas por dia para aqueles com 14 anos ou mais), preferencialmente de alimentos como vegetais, frutas e lácteos (leite, iogurte), é recomendado para ajudar a reduzir os riscos de hipertensão.
Estudos mostraram que as proteínas do leite, caseína e soro de leite, são fontes ricas de peptídeos, que inibem a enzima responsável na regulação da pressão sanguínea.
Um estudo entre 4.797 adultos participantes do Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue (National Heart, Lung, and Blood Institute – NHLBI) mostrou que o consumo de três ou mais porções de alimentos lácteos por dia estava associado com uma pressão sistólica (valor mais alto da medição, fase de bombeio e melhor indicador de risco de mortalidade) sanguínea significativamente menor (-2,6mmHg) e ainda com menor prevalência de pressão alta quando comparado com o consumo de menos da metade de uma porção de lácteos por dia.
Outro estudo de 12 meses, na Espanha, que incluiu 2.290 participantes com idade de 55 a 80 anos com alto risco de doenças cardiovasculares, mostrou que os alimentos lácteos e o cálcio dietético estiveram significativamente e independentemente associados com baixos níveis de pressão sistólica.
Em uma pesquisa com 1.896 pessoas da Holanda, um alto consumo total de lácteos esteve significativamente associado com uma menor pressão diastólica (valor mais baixo da medição, fase de repouso).
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